25 de jun de 2011

AS SUBSTÂNCIAS DA ORAÇÃO - 1ª parte: O ESTUDO DO SUJEITO

Oi!

Começou! Começou!

Começou o jogo que tem a análise sintática como mestre final. Ative a visão de raio-x, apague a luz, acenda a fogueira e VIVA A SÃO JOÃO!

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Estamos aqui novamente para conversar sobre as partes que compõem a oração. Para tanto, deve-se explicitar sua composição por elementos “essenciais” (substâncias) que se relacionam sintaticamente. Entenda: a sintaxe nasce a partir do momento em que uma palavra (elemento “essencial”, termo “essencial”, substância) se relaciona com outra (ou com um contexto e situação externa ao enunciado). Sim! Uma palavra sozinha, fora de contexto, não é objeto de estudo da sintaxe, mas quando há ligação contextual ou duas palavras que se relacionam, habemus chester! Digo, SINTAXE!

Os dois principais elementos de uma oração são o SUJEITO e o PREDICADO. Na nossa primeira parte substancial (dos termos, dos elementos e do que mais seja dito necessário, “essencial”) veremos o SUJEITO. É! O tal sujeito será encontrado e compreendido; assim espero…

Dá-se o nome de SUJEITO ao termo sobre o qual se declara algo. Entendeu? Permita-me mostrar um exemplo:

Ex.: Este blog é muito bom!

(Agora responda: Qual termo declara alguma coisa? E declara isso sobre qual termo? Opa! Surge a nossa primeira análise sintática!!!)


Sim, o segundo elemento da nossa análise declarou algo sobre o primeiro, descobrindo, assim, o sujeito. Entendeu? Agora preste atenção: nem sempre o sujeito está no início bonitinho como no exemplo. Às vezes, o encontramos no final, no meio da oração ou em lugar nenhum! (O.o)

- As pessoas boas devem amar seus inimigos. (sujeito no início da oração)

- Estavam lindas aquelas garotas! (sujeito no final)

- Eram os Deuses astronautas? (tá ali enfiado no meio da oração (¬.¬))

- Fui ao cinema ontem (cadê? ahááá… escondidinho → (eu) Fui ao cinema ontem)

Vejamos agora os tipos de sujeitos e suas classificações normativas. Segura essa!

SUJEITO DETERMINADO – é aquele facilmente determinado, mesmo quando vier escondidinho como no último exemplo mostrado. O sujeito determinado ainda pode ser:

Sujeito determinado SIMPLES – quando for composto por apenas 1 (um) núcleo. O que é núcleo do sujeito? É a principal palavra do termo.

Ex.: Meu mundo desabou!


Sujeito determinado COMPOSTO – adivinha! É isso mesmo, quando o sujeito tiver MAIS de um núcleo. Olha só:

Ex.: A música e o café me movem.


Sujeito determinado OCULTO (elíptico) – é o escondidinho... aquele que não se vê... mas está lá (o.o). A desinência verbal é a principal denunciante desse sujeito.

EX.: Passaremos o São João em Caruaru.
  

SUJEITO INDETERMINADO – é aquele que não se deixa determinar. Pode ser impossível determiná-lo ou apenas não ser necessário ou desejável. Ele não vem explícito na oração e não nos traz informações que ajudem a reconhecê-lo. Por favor, não confunda com o oculto, que é facilmente encontrado apenas analisando as informações necessárias na oração. Aqui não há essa possibilidade.

EX.: Assassinaram o camarão. (kkk! É da música “O assassinato do Camarão” dos Originais do samba, a banda do genial Mussum)


Há ainda ORAÇÕES SEM SUJEITO – tá vendo?! Por isso não gosto de usar a palavra “essencial” neste tema. Ora, se dizem a você que o sujeito é um termo essencial em uma oração, rebata perguntando “Por que há, então, orações sem sujeito?” É, gente, a coisa é complexa...

As orações sem sujeito são formadas por verbos impessoais (não sabe o que são verbos impessoais? Peço que aguarde um pouco. Logo haverá, na sala de morfologia, tal assunto). Não confunda com sujeito indeterminado nem, pior ainda, com o oculto.

Para matar essa charada, deve-se aplicar o máximo de atenção possível no sistema verbal da oração. Localizando os tais verbos impessoais, descobre-se, portanto, que não existe sujeito (se o verbo é impessoal, significa que não está ligado a uma pessoal gramatical; não há sujeito, então).

Alguns exemplos de verbos causadores das orações sem sujeito são:

- haver significando “existir”;

ferrugem nos sorrisos” (Legião Urbana) = oração sem sujeito (existe ferrugem nos sorrisos).

- fazer, ser e estar indicando tempo passado ou fenômeno natural;

Está frio, gente!”

- verbos que indicam fenômenos da natureza.

Chove lá fora e aqui faz tanto frioooo…” (Lobão)

Eis aqui uma imagem que ajudará nos estudos dos sujeitos. Com vocês, a árvore dos sujeitos:

Muito bem!

Alguma dúvida?

Se houver, diga-me!

Antes de irmos para o predicado, eu gostaria de apresentar, na próxima matéria aqui da sala de sintaxe, as análises dos curiosos SINTAGMAS VERBAIS e SINTAGMAS NOMINAIS. Creio que o conhecimento destes é interessantíssimo e irá ajudar na nossa caminhada. Saberemos tudo sobre eles.

Obrigado e até lá!

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