15 de jan de 2011

As funções da linguagem


  
Olá, meu amigo, minha amiga! Como está?

Passei um tempo sem postar alguma coisa aqui. Estava descansando em uma viagem.
Antes que eu esqueça, FELIZ 2011!

Obrigado pela visita ao PA.

Vamos agora dar continuidade à nossa jornada linguística. Hoje temos aqui as Funções da linguagem. Prometo que será interessante. Guarde os chinelos, tire o pó da estante, afine o violão, ligue pra sua avó e não se esqueça de pagar a fatura do cartão de crédito. A matéria já começou.

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Bom, sabemos que temos sempre a necessidade de estar em comunicação. Somos sociáveis, correto? Não haveria humanidade se não houvesse a comunicação. Pensemos, tudo é fruto de comunicação… tudo!

Para que o ato comunicativo ocorra, são necessários alguns elementos fundamentais, veja quais são:

Emissor – preciso falar o que é o emissor no ato comunicativo? Tá bom! Tá bom! É aquele que emite a mensagem… dã… (risos) Mas é isso mesmo, o emissor é o responsável pela emissão da mensagem, ok? Alguma dúvida? (¬.¬) Se ainda tem, sei lá… será que chove hoje?
Eu sou o emissor deste blog, o Português aplicado.

Receptor – é o receptor, oras… quem recebe… o destinatário… o goleiro no pênalti… Você que está lendo esta matéria é o receptor.

Mensagem – é o conteúdo transmitido no ato da comunicação. A matéria “Funções da linguagem” é a mensagem neste momento do ato comunicativo entre mim e você, amigo ou amiga.

Código – é formado pela combinação dos vários signos usados no percurso comunicativo. Neste momento, eu (emissor) estou usando as letras, palavras, frases etc. como códigos para transmitir esta mensagem (Funções da linguagem) a você (receptor). ;)

Referente – é composto pelo conjunto de informações que compões a mensagem. Nesta matéria, o referente é a parte objetiva, clara e direta passada; é o que importa a você enquanto lê esta matéria, entende? Desconsidere as brincadeirinhas sem graça… :P

Canal – o canal é o meio usado para a transmissão da mensagem. Nesta matéria (ato comunicativo), o canal usado é a internet, blog, computador, entende?

Muito bem! Agora vamos falar sobre as várias faces dos percursos comunicativos. Quando usamos a comunicação verbal, temos a necessidade de enfatizar algum desses seis elementos apresentados acima. Sim, é obrigatória a ênfase em um desses elementos. Vamos, então, às faces, digo, funções da linguagem.

- Função emotiva (ou expressiva) – ocorre quando, no ato comunicativo, há ênfase no emissor. Os escritos autobiográficos são bons exemplos. A linguagem subjetiva é uma característica.

“Só uma coisa me entristece
o beijo de amor que eu não roubei
a jura secreta que não fiz
a briga de amor que não causei.”        (Abel Silva)

- Função apelativa (ou conativa) – aqui a ênfase é no receptor; sim, você, meu querido amigo ou amiga que está lendo meu humilde blog… você está no lugar certo! Sim, você usa essa função quando está no MSN falando com aquela menina especial, sabe? Ou menino… é. Há a intenção de atingir o emissor, ter certo poder sobre ele. Há aqui um jogo de influências. É a função dos discursos políticos, sermões, propagandas. Se você faz faculdade de publicidade, vai gostar dessa função.

Quer um exemplo? Assista a qualquer propaganda na televisão. Mas só depois de terminar de ler esta matéria. Ela foi preparada com todo o cuidado que você, amante da linguagem, merece! Português aplicado, um ambiente para a revolução e o SEU sucesso! (kkkkk)

- Função poética – aqui a ênfase é na mensagem. Por isso a ligação com a poesia. O trato da mensagem; a escolha da “roupa”; os trabalhos com os vários recursos criativos e estímulos à imaginação. É comum na linguagem literária, nas canções, em algumas propagandas etc.

“O poeta pena quando cai o pano e o pano cai
um sorriso por ingresso
falta assunto, falta acesso
talento traduzido em cédula
e a cédula tronco é a cédula mãe solteira”.          
                                  (Fernando Anitelli e Maíra Viana – O Teatro Mágico)

- Função metalinguística – essa é a mais legal; ocorre quando há ênfase no código. É usar uma maneira de falar pra falar dessa própria maneira. Um texto que fala sobre o texto, uma canção que fala das canções etc.

Poema "Código", de Augusto de Campos

- Função referencial (ou denotativa) – já deu pra perceber que aqui a ênfase é no referente, né? Pois é isso mesmo. É a função utilizada em notícias, receitas culinárias, textos científicos etc. É uma função que utiliza uma linguagem objetiva, direta e clara; focando unicamente o referente, o necessário a ser transmitido. Ah! É importante dizer que há a prevalência da 3ª pessoa do singular.

Pegue aí qualquer jornal ou revista e leia uma notícia. Eureka!

- Função fática – aqui tem-se a ênfase no canal. É muito comum usarmos na fala espontânea com a intenção de darmos continuidade ao ato comunicativo; para isso nos servimos de expressões como “aí então”, “aí, né”, “tá certo?”, “entende”, “então tá” entre outras muitas. No telefone a coisa também ocorre: “alô”, “oi”, “tá me ouvindo”, “tchau”, “aqui quem fala é o Fagner” e por aí vai.

Bom, acabei de dar os exemplos dessa última, né? Então tá! Falow?!

Então é isso, povo! Essas são as informações que devem saber acerca das funções da linguagem. Muito obrigado por ler até aqui! A próxima matéria aqui da seção de Estilística será VERSIFICAÇÃO.

Espero você na próxima!

Um beijo (se o receptor aí for mulher) e um abraço (se o receptor aí for homem)!

Fco. Fagner

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